Fluxo de Caixa Descontado (FCD)

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A utilização do Fluxo de Caixa Descontado (DCF), é o melhor método para se fundamentar estimativas de preço de empresas ou o custo de um projeto específico.

Seja em análises financeiras propriamente ditas, para investimento em ações empresariais ou no aporte de investimento em empresas em funcionamento.

Essa forma de avaliação é tão utilizada em todo o mundo, que os mais leigos chegam a confundir a metodologia de DCF com o próprio Valuation.

Acontece que alguns empresários tentam realizar esse tipo de avaliação e percebem que ela não funcionou como deveria.

Isso faz com que de alguma forma, para essas empresas, fique uma percepção errada de que o modelo de avaliação não funciona ou que não é ideal para o seu negócio.

Existem alguns pontos que merecem atenção durante a análise do fluxo de caixa descontado:

  • Ter certeza que selecionou  a previsão de tempo correta;
  • Garantir um  valor beta para ver se a correção  está sendo associada ao mercado certo; 
  • A taxa de crescimento da empresa não deve ser muito otimista nem pessimista.

A análise do fluxo de caixa descontado representa o valor presente líquido dos fluxos de caixa projetados, disponíveis para todos os provedores de capital.

Ou seja, o dinheiro líquido necessário para ser investido e gerar crescimento projetado. 

É aceito como conceito de avaliação do fluxo de caixa descontado (FCD), que o ativo analisado demonstre sua capacidade natural de gerar fluxos de caixa, sejam eles positivos ou negativos para os investidores.

Nessa medida, o DCF funda-se mais nas expectativas fundamentais do negócio do que em fatores do mercado público ou precedentes históricos, e é uma abordagem mais teórica, baseada em várias suposições. 

Uma análise de fluxo de caixa descontado produz o valor geral de um negócio (ou seja, valor da empresa), incluindo dívida e patrimônio líquido.

 

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O que é fluxo de caixa descontado?

O fluxo de caixa descontado (FCD) é uma das principais técnicas utilizadas na avaliação de empresas e investimentos. É uma ferramenta importante para avaliar o valor atual de uma empresa ou projeto com base em seus fluxos de caixa futuros.

O FCD é um modelo que desconta os fluxos de caixa futuros de uma empresa para o valor presente, utilizando uma taxa de desconto apropriada.

Essa taxa de desconto é geralmente baseada no custo de capital da empresa, que reflete o custo de financiamento do negócio.

O objetivo do FCD é estimar o valor presente de um investimento futuro com base no fluxo de caixa projetado.

Para isso, é necessário estimar o fluxo de caixa livre futuro gerado pelo negócio e, em seguida, descontá-lo para o valor presente.

Esse modelo é amplamente utilizado por investidores e analistas financeiros para avaliar empresas e projetos, principalmente no setor de finanças e investimentos.

O FCD é uma ferramenta valiosa para tomar decisões de investimento, pois ajuda a determinar se um investimento é lucrativo ou não.

Em resumo, o fluxo de caixa descontado é uma ferramenta fundamental na avaliação de empresas e investimentos.

Ele ajuda a determinar o valor presente de um investimento futuro com base nos fluxos de caixa projetados e na taxa de desconto apropriada.

Se bem utilizado, o FCD pode ser uma ferramenta valiosa para investidores e analistas financeiros.

 

 

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Para que serve o fluxo de caixa descontado

O Fluxo de Caixa Descontado (FCD) é uma ferramenta de análise financeira que serve para avaliar o valor presente de um investimento futuro, descontando os fluxos de caixa projetados para o futuro, a fim de levar em consideração o valor do dinheiro no tempo.

O FCD é frequentemente usado em finanças corporativas, investimentos em ações e avaliação de imóveis.

Ele ajuda os investidores a avaliar se um determinado investimento é viável ou não, levando em conta não apenas os fluxos de caixa futuros, mas também o risco associado ao investimento.

O FCD é uma ferramenta valiosa para avaliar o valor de uma empresa, especialmente para aquelas que têm fluxos de caixa estáveis e previsíveis.

Ele permite que os investidores comparem o valor presente do fluxo de caixa projetado com o valor atual do investimento para determinar se o investimento é subvalorizado ou sobrevalorizado.

O FCD também é uma ferramenta útil para prever o fluxo de caixa de uma empresa em diferentes cenários.

Ele permite que os investidores avaliem como as mudanças nas taxas de juros, inflação, concorrência, mudanças regulatórias e outros fatores afetarão o fluxo de caixa futuro da empresa.

 

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Qual a importancia do Fluxo de Caixa Descontado para as empresas brasileiras?

O Fluxo de Caixa Descontado (FCD) é uma ferramenta crucial para empresas brasileiras que desejam tomar decisões estratégicas sólidas e precisas.

Isso ocorre porque o FCD permite que as empresas calculem o valor presente líquido de seus fluxos de caixa futuros, o que ajuda a avaliar a viabilidade financeira de investimentos e projetos.

A capacidade de prever com precisão o fluxo de caixa futuro de uma empresa é essencial para a tomada de decisões financeiras importantes, como a compra de ativos, a concessão de empréstimos ou a captação de investimentos.

Além disso, a utilização do FCD também ajuda as empresas a entender melhor seu fluxo de caixa atual, identificar possíveis problemas de liquidez e tomar medidas para corrigi-los.

Em um mercado brasileiro cada vez mais competitivo, as empresas precisam estar preparadas para enfrentar desafios e aproveitar oportunidades de crescimento.

O FCD é uma ferramenta valiosa que ajuda as empresas a ter uma compreensão mais clara de sua situação financeira e tomar decisões bem informadas que impulsionam seu sucesso a longo prazo.

Portanto, é importante que as empresas brasileiras entendam a importância do FCD e o utilizem em suas estratégias financeiras.

 

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Como Funciona o Fluxo de Caixa Descontado?

O Fluxo de Caixa Descontado (FCD) é um método de avaliação de investimentos que se baseia no conceito do valor do dinheiro no tempo.

Em resumo, ele funciona calculando o valor presente de todos os fluxos de caixa futuros que uma empresa espera gerar. O objetivo é determinar se o investimento gerará retorno suficiente para justificar o seu custo inicial.

O processo de cálculo do FCD envolve várias etapas.

  • Primeiramente, é necessário projetar os fluxos de caixa futuros esperados a partir das informações disponíveis sobre o investimento.
  • Em seguida, é preciso determinar uma taxa de desconto apropriada para calcular o valor presente desses fluxos de caixa.

A taxa de desconto geralmente é baseada no custo de oportunidade do investimento, ou seja, no retorno que poderia ser obtido investindo o dinheiro em uma alternativa igualmente segura.

Por exemplo, se uma empresa espera obter um retorno de 15% com um investimento, a taxa de desconto usada no cálculo do FCD seria de 15%.

Uma vez que os fluxos de caixa futuros são projetados e a taxa de desconto é determinada, é possível calcular o valor presente líquido (VPL) do investimento.

Se o VPL for positivo, significa que o investimento gerará um retorno que justifica seu custo inicial e é considerado viável.

O FCD é uma ferramenta valiosa para as empresas brasileiras, pois permite avaliar de forma objetiva a viabilidade de investimentos e tomar decisões informadas sobre alocar recursos financeiros.

Ao levar em conta o valor do dinheiro no tempo e as taxas de retorno esperadas, as empresas podem evitar investimentos que não gerem retorno suficiente e concentrar seus recursos nos projetos mais promissores.

 

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Quando as empresas devem utilizar o o Fluxo de Caixa Descontado?

Normalmente as empresas podem utilizar o Fluxo de Caixa Descontado (FCD) em diversas situações.

Uma das principais aplicações do FCD é na avaliação de empresas para fins de fusões e aquisições.

Nesses casos, é comum que investidores e compradores utilizem o FCD para determinar o valor justo da empresa e a viabilidade do negócio.

Outra aplicação importante do FCD é na análise de projetos de investimento.

Ao projetar o fluxo de caixa futuro de um projeto, é possível descontar esses valores para o presente e compará-los com o custo do investimento.

Isso permite que as empresas tomem decisões mais fundamentadas em relação a projetos de investimento.

O FCD também pode ser útil na avaliação de estratégias de crescimento e planejamento financeiro.

Ao projetar o fluxo de caixa futuro da empresa e descontá-lo para o presente, é possível identificar os pontos fracos da empresa e implementar estratégias para melhorar a sua saúde financeira.

 

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O que levar em consideraçao no Fluxo de Caixa Descontado?

Ao realizar uma análise de Fluxo de Caixa Descontado, há diversos fatores que devem ser considerados para se obter um resultado mais preciso. Alguns dos principais são:

  1. Projeções de fluxo de caixa futuro: é importante estimar com precisão as receitas e despesas futuras da empresa, levando em consideração fatores como a sazonalidade do mercado, as tendências do setor, as taxas de juros, entre outros.
  2. Taxa de desconto: a taxa de desconto é o fator que permite trazer o valor futuro dos fluxos de caixa para o valor presente. É preciso escolher uma taxa de desconto adequada ao risco do negócio, levando em conta a sua natureza, o setor em que atua e as condições econômicas do país.
  3. Valor residual: o valor residual é o valor da empresa ao final do período projetado. É preciso estimar esse valor com base em informações sobre o mercado e a economia, levando em conta a perspectiva de crescimento da empresa.
  4. Custo de capital: o custo de capital é a taxa de retorno exigida pelos investidores para investir na empresa. É importante considerar esse fator ao calcular a taxa de desconto, para garantir que o valor presente dos fluxos de caixa reflita adequadamente o custo de oportunidade do capital investido.

Ao levar em consideração todos esses fatores, é possível obter uma análise mais precisa do valor da empresa e tomar decisões mais fundamentadas em relação a investimentos, fusões e aquisições, entre outras estratégias de negócio.

 

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Como fazer o Fluxo de Caixa Descontado?

Talves você não tenha interesse em desenvolver o FCD, mas caso tenha algum conhecimento é possível calculá-lo. Siga os passos abaixo:

  1. Projeção do Fluxo de Caixa: O primeiro passo é projetar o fluxo de caixa futuro da empresa, geralmente para um período de 5 a 10 anos. Isso envolve estimar as entradas e saídas de caixa esperadas, levando em consideração fatores como vendas, custos, despesas, investimentos e financiamentos.
  2. Cálculo do Valor Terminal: Após a projeção do fluxo de caixa, é necessário calcular o valor terminal da empresa, que representa o valor presente de todos os fluxos de caixa após o período projetado. Isso é feito utilizando um múltiplo de mercado, como o Valor da Empresa sobre o EBITDA (EV/EBITDA) ou o múltiplo Preço/Lucro (P/L) de empresas comparáveis.
  3. Taxa de Desconto: Em seguida, é necessário escolher uma taxa de desconto que reflita o custo de oportunidade do capital da empresa. Essa taxa de desconto pode ser determinada por meio de uma análise do risco do investimento e do custo de capital da empresa.
  4. Cálculo do Valor Presente: Com o fluxo de caixa projetado, o valor terminal e a taxa de desconto em mãos, é possível calcular o valor presente dos fluxos de caixa futuros. Isso é feito utilizando a fórmula do Valor Presente Líquido (VPL).
  5. Análise: Por fim, deve-se analisar o resultado obtido e compará-lo com o valor de mercado da empresa. Se o valor presente dos fluxos de caixa for maior que o valor de mercado, a empresa pode estar subvalorizada e apresentar uma oportunidade de investimento. Caso contrário, a empresa pode estar sobrevalorizada e apresentar um risco de investimento.

 

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Fórmula do Fluxo de Caixa Descontado

A fórmula para o cálculo do Fluxo de Caixa Descontado (FCD) é a seguinte:

FCD = FCL / (1 + i) ^ n

Onde:

  • FCD: Fluxo de Caixa Descontado
  • FCL: Fluxo de Caixa Livre
  • i: taxa de desconto
  • n: número de períodos

Essa fórmula é aplicada a cada período de tempo (normalmente um ano) em que se espera que a empresa gere fluxo de caixa.

Cada período é descontado pela taxa de desconto (i) elevada à potência do número de períodos (n) que o fluxo de caixa está no futuro.

O resultado é o valor presente líquido (VPL) do fluxo de caixa futuro, que é o valor estimado atualizado dos fluxos de caixa futuros da empresa.

 

Cálculo na prática do Fluxo de Caixa Descontado

Suponha que você esteja interessado em avaliar uma empresa que gera um fluxo de caixa livre (FCL) de R$ 100.000,00 por ano e espera-se que esse fluxo de caixa cresça a uma taxa de 5% ao ano nos próximos 10 anos.

Além disso, suponha que a taxa de desconto apropriada para a empresa seja de 10% ao ano.

Para calcular o valor presente desse fluxo de caixa, você pode usar a fórmula do FCD:

FCD = FCL / (1 + i) ^ n

Aplicando a fórmula, temos:

FCD = 100.000 / (1 + 0,10) ^ 1 = R$ 90.909,09 (valor presente do primeiro ano)

FCD = 105.000 / (1 + 0,10) ^ 2 = R$ 86.378,93 (valor presente do segundo ano)

FCD = 110.250 / (1 + 0,10) ^ 3 = R$ 82.069,21 (valor presente do terceiro ano) …

FCD = 162.103 / (1 + 0,10) ^ 10 = R$ 77.563,70 (valor presente do décimo ano)

Somando todos os valores presentes do fluxo de caixa livre ao longo dos 10 anos, temos o valor presente total do fluxo de caixa descontado para a empresa:

VP = R$ 90.909,09 + R$ 86.378,93 + R$ 82.069,21 + … + R$ 77.563,70 = R$ 759.840,59

Portanto, de acordo com a fórmula do FCD, o valor presente do fluxo de caixa livre descontado para a empresa é de aproximadamente R$ 759.840,59.

Claro que é só um exemplo!

 

 

 

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Você sabe por que a sua empresa não conseguiu desenvolver o Fluxo de Caixa Descontado?

Em algum momento da sua vida corporativa você tentou fazer o valuation da sua organização e percebeu que algo não estava dando muito certo com seus números.

Talvez alguém tenha lhe dito que essa não era a melhor metodologia ou que ela não funciona como deveria.

Posso afirmar que nenhuma das afirmações acima são verdadeiras

O que ocorre é que ao tentar realizar o valuation de uma empresa a partir do método de DCF, alguns erros de informações podem modificar completamente a valorização da sua empresa.

Aqui vou citar os 3 principais erros e como eles podem impactar no seu negócio.

 

 

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Erro 1: Tempo de projeção financeira inadequado

O tempo de projeção financeira realizado na metodologia de Fluxo de caixa descontado altera completamente o resultado da avaliação.

Digamos que você está avaliando sua empresa, uma Indústria por exemplo.

E que a maioria dos seus itens são bens de consumo rápido. 

Você faz uma projeção financeira de 2 anos. 

O que não seria ideal para o seu tipo de negócio. 

Assim como seria impossível avaliar o valuation de forma correta, se a projeção utilizada fossem 30 anos.

A projeção financeira mostra previsões sobre as estimativas financeiras e números que variam de receitas e despesas relativas às demonstrações financeiras.

A projeção também leva em consideração fatores de mercado externo e dados internos.

Imagine as taxas de juros, alterações econômicas e inflação após 30 anos. 

Não temos um superpoder que nos permita prever o futuro não é mesmo.

Assim como previsões curtas demais não dão o efeito de diferentes parâmetros nos próximos anos. 

Portanto, é essencial ter um período explícito adequado que não seja muito curto ou muito longo. 

Consideramos esse período ideal de 5 a 10 anos, dependendo do segmento da empresa.

 

Leia o artigo Métodos de Valuation: 7 Métodos Mais Comuns Para Avaliação de Empresas

 

 

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Erro 2: Prêmio de risco capital baseado no custo de capital 

Muitos métodos de DCF são construídos com base no custo de capital insensato. 

Este é um dos erros importantes que acontecem no Fluxo de Caixa Descontado.

Aqui está o motivo.

  • A maioria das empresas usa dívida ou capital para financiar suas operações.
  • O custo da parte da dívida para grandes empresas é geralmente transparente, pois elas têm que fazer obrigações contratuais por meio de pagamentos. Mas estimar o custo do patrimônio é mais desafiador.
  • Não existe um método simples para estimar o custo de capital próprio mais preciso.

 

A abordagem mais comum e usada para estimar o custo de capital próprio é o modelo de precificação de ativos de capital (CAPM-Capital Asset Pricing Model).

De acordo com o CAPM, o custo de capital da empresa é igual à taxa livre de risco, mais o produto de risco do capital e o beta.

A fórmula CAPM (modelo de precificação de ativos de capital) é descrita abaixo:

 

Taxa de retorno esperada = Prêmio livre de risco + Beta * (Prêmio de risco de mercado)

Ra = Rrf + βa * (Rm – Rrf)

  • Rrf ( risk free rate) – Em português significa retorno sem risco, que na prática nada mais é que o valor atribuído a um investimento que garante um retorno sem risco.
  • Ba (beta) – O Beta é uma medida da volatilidade de uma ação em relação ao mercado em geral.
  • Rm – Rrf ( Risk Premium) – O mesmo que risco de prêmio de mercado, que significa o retorno esperado que um investidor recebe (ou espera receber no futuro) ao manter uma carteira carregada de risco em vez de ativos sem risco.

Agora vamos analisar cada item passível de erros:

Beta:

O Beta reflete a sensibilidade do movimento do preço de uma ação em relação ao mercado mais amplo.

  • O beta igual a 1 sugere que a ação tende a se mover em linha com o mercado.
  • O beta abaixo de 1 significa que a ação se move menos que o mercado.
  • O beta acima de 1 implica que a ação se move mais do que o mercado.

Beta, embora pareça maravilhoso em teoria, falha na prática e empiricamente. 

Idealmente, queremos betas voltados para o futuro, o que é difícil de estimar de forma confiável.

Segundo o Corporate Finance Institute, a melhor forma de calcular o coeficiente Beta é comparar os retornos de um título / carteira individual com os retornos do mercado geral e identificar a proporção de risco que pode ser atribuída ao mercado.

 

 

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Risco Capital:

A segunda entrada importante do CAPM, que pode causar erros, é o prêmio de risco capital.

Como o Beta, o prêmio de risco de ações é uma estimativa prospectiva.

Em outras palavras, prêmio de risco representa o ganho que o investidor pode ter ao colocar seu dinheiro em um investimento menos seguro. 

Alguns das falha do prêmio de risco é :

  • Basear-se em valores anteriores de prêmios de risco de ações pode não dar uma noção razoável da perspectiva de retorno.
  • A pesquisa também sugere que o prêmio de risco das ações é possivelmente não estacionário.
  • Usar valores médios anteriores pode ser muito enganoso.

Para o prêmio de risco patrimonial sem erros é importante avaliar os itens abaixo:

  • A taxa livre de risco é a taxa de retorno do seu investimento sem risco e sem perda.
  • Geralmente, a taxa de títulos do governo  pode ser  considerada neste caso.
  • Pesquise e você obterá facilmente o valor da taxa livre de risco para o título do governo.

 

A fórmula para calcular o  prêmio de risco é: 

Prêmio de Risco = Retorno esperado – Taxa livre de risco. 

Se, por exemplo, o título usado como análise  oferecer uma taxa de juros de 5% a.a. e outro ativo mais arriscado oferecer 8% a.a. de retorno, temos: 

Prêmio de Risco = 8% – 5%. Logo, o resultado seria de 3%.

Se você for um investidor de mercado, sua expectativa geral é obter mais retornos do que a taxa livre de risco.

Para calcular a taxa de retorno, consideramos a seguinte fórmula:

 

= Rf + β (Rm-Rf)

Onde:

Rf é a taxa livre de risco

β é o valor beta

(Rm-Rf) é o prêmio de risco de ações

Nesse contexto, fica mais fácil você calcular o prêmio de risco.

Digamos que o investidor espere um retorno de 12% e as condições são.

Rf= 7,50%

B= 0,86

 O cálculo seria :

12% = 7.55% +  0.86 x (?)

Prêmio de mercado =  5,17%

Quando não se  tem conhecimento, o empresário acaba por não entender exatamente como deve calcular os valores do prêmio de mercado.

E usa de alguma base como média de preço de ações anteriores, o que acaba por gerar valores aleatórios e impactar diretamente no resultado do valuation.

 

Leia o artigo: Valor Do Seu Negócio – 7 Motivos Pelos Quais Você Precisa Saber Quanto Vale A Sua Empresa

 

 

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Erro 3 – Suposições sobre a taxa de crescimento

O maior erro recorrente nas taxas de crescimento é considerar um valor extremo, acima do que realmente deveria ser.

Imagine que você quer comprar uma empresa, o empresário informa que você terá uma taxa de crescimento de  30%, mas na verdade ele não tem garantia alguma disso.

Ao descobrir a verdade, como você se sentiria? Provavelmente lesado e enganado.

Talvez a intenção do vendedor não tenha sido lhe enganar, mas a falta de cálculo correto levou ele a um número irreal.

A verdade é que não podemos garantir  ganhos extremos a ninguém, as coisas não funcionam dessa forma.

Para calcular uma taxa de crescimento é importante levar em  consideração todos os possíveis fatores que afetam a métrica.

O mesmo acontece quando você constrói seu modelo de fluxo de caixa descontado DCF.

Geralmente, as premissas da taxa de crescimento de longo prazo são consideradas erradas. 

Essas suposições são tomadas para determinar o valor terminal componente da avaliação DCF.

É preciso ter em mente que a taxa de crescimento de longo prazo não deve exceder a soma da inflação e do crescimento real do PIB , no máximo.

Para calcular uma taxa de crescimento sem erros é importante considerar sempre taxas de crescimento inferiores ao PIB do país.

Taxas de crescimento extremas, acima do PIB do país, irão gerar um valuation irreal também.

 

Leia o artigo: Como calcular o Valor de uma Empresa pelo Melhor Preço do Mercado

 

 

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Principais componentes e o método do FLuxo de Caixa Descontado

Agora que você já sabe as possíveis causas do fluxo de caixa descontado não ter dado certo na avaliação da sua empresa, você precisa conhecer todos os componentes para realizar o DCF.

Componentes da fórmula do fluxo de caixa descontado (DFC)

  • Fluxo de Caixa Livre (FCF)

Caixa gerado pelos ativos do negócio (tangíveis e intangíveis) disponível para distribuição a todos os provedores de capital. O FCF é frequentemente referido como fluxo de caixa livre desalavancado , pois representa o fluxo de caixa disponível para todos os provedores de capital e não é afetado pela estrutura de capital do negócio.

  • Valor Terminal (TV)

Valor no final do período de projeção do FCF (período do horizonte).

  • Taxa de Desconto

A taxa usada para descontar FCFs projetados e valor terminal para seus valores presentes.

 

Método do fluxo de caixa descontado DCF

O método de avaliação DCF envolve: 

  1. Projetar o fluxo de caixa livre (FCF) ao longo do período do horizonte, 
  2. Calcular o valor terminal no final desse período e 
  3. Descontar os FCFs projetados e o valor terminal usando a taxa de desconto para chegar ao fluxo de caixa esperado total do negócio.

 

 

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Vantagens e Desvantagens do Fluxo de Caixa Descontado

Embora seja o método de fluxo de caixa descontado o mais utilizado na avaliação de empresas, ele não é apenas vantajoso. 

Em algumas situações não haverá vantagens em utilizar esse método para o valuation.

Veja algumas análises abaixo:

Vantagens

Desvantagens

O método DCF é mais voltado para dentro, confiando nas expectativas fundamentais do negócio ou ativo, e é influenciado em menor grau por fatores externos voláteis. A precisão da avaliação usando o método DCF é altamente dependente da qualidade das premissas em relação ao FCF, TV e taxa de desconto. 

Como resultado, as avaliações DCF são geralmente expressas como uma faixa de valores, em vez de um único valor. 

Usando uma faixa de valores para os principais dados de entrada. 

A análise do DCF é focada na geração de fluxo de caixa e é menos afetada por práticas e premissas contábeis. A TV geralmente representa uma grande porcentagem da avaliação total do DCF.

 A avaliação, em tais casos, depende muito das premissas da TV, e não das premissas operacionais para o negócio ou ativo.

O método DCF permite que as estratégias operacionais esperadas (e diferentes) sejam consideradas na avaliação.
A análise DCF também permite que diferentes componentes de um negócio ou sinergias sejam avaliados separadamente.

 

 

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Outros erros que podem acontecer no cálculo do Valuation com Fluxo de Caixa Descontado

Além dos três erros expostos nesse artigo, existem outros erros que podem ser  mencionados no fluxo de caixa descontado (DFC):

  • Investimento presumido e crescimento desequilibrado dos lucros;
  • Outras responsabilidades: Considerações inadequadas;
  • Mudanças nos números;
  • Contagem dupla dos valores;
  • Fluxos de caixa reais e nominais;
  • Compreendendo as condições do mercado;
  • Erros de taxa de imposto.

Seria impossível colocar todos os erros possíveis no valuation de uma empresa com o método de fluxo de caixa descontado.

 

 

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Fluxo de Caixa Descontado – Conclusão

Sem dúvida alguma, o método de fluxo de caixa descontado é o mais utilizado em trabalhos de valuation e operações de M&A.

Além de ser o mais aceito entre os profissionais da área financeira em geral.

Devido a sua representatividade na abordagem dos cálculos realizados, se torna a melhor ferramenta de análise e diagnóstico para tomada de decisões e estratégias a serem consideradas pelos gestores.

Por todos os motivos elencados neste artigo, é importante frisar que, quando chegar o momento da sua empresa fazer um valuation, você considere contratar uma consultoria valuation profissional para tal demanda.

São muitos detalhes e análises envolvidas no trabalho, que somente um escritório que possua em sua equipe, consultores em valuation com experiência de mercado, podem trazer confiança na qualidade das informações.

A maioria das vezes que o fluxo de caixa descontado – DFC não funciona para sua empresa é porque as variáveis aplicadas não correspondem com o que deveriam ser.

Se quiser saber mais sobre como fazer o valuation da sua empresa, entre em contato através do botão abaixo, sem compromisso, e agende uma reunião gratuita com um dos nossos consultores especializados em valuation.

O Portal do Valuation é um escritório especializado na elaboração do Valuation de Empresas.

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Certamente, poderá ajudar alguns deles que ainda não tiveram acesso a esse tipo de informação que considero muito relevante para empresários em geral.

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Laércio Pacanari

Laércio Pacanari

Administrador de Empresas, atua como especialista de Valuation para empresas de médio porte desde 2008. Realizou avaliação de empresas dos mais diversos setores como: Transporte e Logística, Energia, Tecnologia, Saúde, Seguros, Indústrias de transformação, entre outros.  Experiência em Avaliação de Mercados e Empresas para  Investimentos em Venture Capital e Private Equity. Escritor do livro digital: Valuation – Guia Completo para Cálculo.

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